RESENHA - QUADRINHOS: BATMAN - FACES

Batman - Faces (título original: Batman Faces) é uma HQ criada pela DC Comics, na qual o inimigo do Homem-Morcego é o Duas-Caras, um dos vilões mais interessantes e que melhor se identifica com a personalidade de Batman; se passando em dois momentos distintos no tempo (a primeira parte é um prólogo, e a segunda, ocorre um salto no tempo de alguns anos), onde Batman "reabre" um caso no qual Duas-Caras esteve envolvido, como o mandante do assassinato de um policial. Contudo, Batman sente que o homem que ele prendeu como o culpado, será condenado à cadeira elétrica injustamente, e para provar a inocência deste homem (Freddie Richards), ele precisará da ajuda de Duas-Caras, que encontra-se preso no Asilo Arkham, pois dentro de 72 horas um homem perderá sua vida.

Escrita por James Owsley e desenhada por Michael Bair, Batman - Faces, apesar de não trazer nada de novo para o universo do Batman, possui um bom ritmo, e uma boa dinâmica entre os personagens e mostrando em poucos momentos a fragilidade em que se encontram tanto o Comissário Gordon (que tem uma rápida participação, contudo bastante interessante), quanto o Batman (e o relacionamento abalado entre os dois, visto que a esposa de Gordon foi morta, além de Jason Todd, o segundo Robin, ter sido morto pelo Coringa) que, após prender o Duas-Caras, questiona-se, imaginando se ele estaria a um passo de distância de seguir pelo mesmo caminho que seu inimigo, antes amigo íntimo e igualmente defensor de Gotham City.

Os pontos negativos ficam pela curta duração da história, pois poderia ser mais estendida, e pelos desenhos de Michael Bair, no qual não temos grandes distinções dos traços de um personagem para outro, ou mesmo as cores quentes utilizadas também não ajudam a sentir a "urgência" que a situação deveria proporcionar, sendo, na minha opinião, mal-acabados; contudo, Batman - Faces é uma história fechada e de fácil assimilação, portanto, vale a pena dar uma conferida, principalmente pelas questões levantadas e que ficam no ar, para que imaginemos o que poderá ocorrer futuramente entre o Batman e o Comissário Gordon.
Nota: 6,0.



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RESENHA - QUADRINHOS: SIDEKICK - O PARCEIRO


Sidekick – O Parceiro (título original: Sidekick), é uma mini-série em 5 edições, que conta a historia de Eddie Eddison, um entregador de pizza que tem dois empregos: durante o dia ele entrega pizzas para sobreviver, e durante a noite, ele combate o crime como o parceiro de um dos super heróis mais poderosos de Metroville City, o Senhor Excelente (personagem esse que, não por acaso, tem uma impressionante semelhança com o Super-Homem); porém, logo após uma desastrosa ação contra assaltantes em um banco da cidade, Eddie Eddison decide por procurar um novo emprego como parceiro de outros super-heróis que também atuam em Metroville City, como o Juiz Noturno, o Mano Comando e a Princesa da Justiça (heróis esses que também se assemelham a outros personagens clássicos de outros quadrinhos), afim de, não só faturar uma grana-extra trabalhando como parceiro de outro herói, como também se livrar dos diversos processos que foram abertos contra ele e o Senhor Excelente, por danos a propriedades públicas).

Sidekick – O Parceiro, escrita por Paul Jenkins, desenhada por Chris Moreno e publicada pela Image Comics, têm como principal foco, logicamente focar na vida de um “sidekick” de super-heróis, sem super-poderes, sem dinheiro e que só se estrepa, durante praticamente toda a história, tendo que se virar da maneira que pode para resolver não só seus problemas pessoais, como também os problemas de uma grande metrópole, sendo essa defendida por um grupo de heróis incompetentes e descerebrados, além de extremamente infantis e ególatras.

O texto de Paul Jenkins é altamente sarcástico, ácido e inteligente, e o traço de Chris Moreno acaba por servir como um perfeito auxiliar para o desenrolar da narrativa, apresentando personagens fisicamente cômicos e exagerados, embora um tanto quanto “mal-acabados” e sem grandes detalhes, até porque a meta da revista não é “emular” grandes desenhistas ou criar uma obra de arte visual, tendo apenas o deboche e a diversão como os reais objetivos da mesma, e fugindo do lugar comum e do politicamente correto.

Em suma, Sidekick – O Parceiro é altamente recomendável para aqueles que curtem o bom e velho humor negro que está em falta hoje, além de nos fazer pensar com um pouco mais de respeito (ou não) sobre a real função de um parceiro de super-herói (e isso sem contar com o clímax final, que é bastante inesperado).
Nota: 9,0





 
 
 
 
 
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BADERNACAST #37 - COWBOYS & ALIENS

Saudações a todos, e sejam bem-vindos ao BadernaCast, o podcast de bate-papo Ultra-BADernista.
Nessa edição, Pimp (MAL), Marcel Camp (vemaquinomeublog.blogspot.com), Rafael Frassetto e Queiroz (escritosmalditosdois.blogspot.com) trouxemos mais uma edição de "Filmes Quentes": Cowboys & Aliens, filme esse dirigido por Jon Favreau e estrelado por Daniel Craig, Harrison Ford e Olivia Wilde. Nessa edição, debatemos sobre os erros, os acertos, os pontos fortes, os clichés, o elenco, as atuações, o roteiro, o desenrolar da narrativa, se a mescla de cowboys lutando contra alienígenas em um mesmo universo funcionou ou não, e ainda demos uma "pincelada" na trama da HQ na qual o filme foi baseado (que você também pode conferir mais abaixo, em inglês). Tudo isso e muito mais você encontra aqui!
Sintam-se à vontade para opinar, criticar e elogiar!
O espaço é de vocês!

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Link para download:
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Link direto:
BadernaCast 37 - COWBOYS & ALIENS



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Trilhas sonoras que tocaram de fundo nessa edição:
Cowboys & Aliens Original Soundtrack (Harry Gregson-Williams)

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Resenha: Quadrinhos - Cowboys & Aliens 

Cowboys & Aliens é uma HQ criada por Scott Mitchell Rosenberg, escrita por Fred Van Lente e Andrew Foley e desenhada por Dennis Calero, conta a história de Zeke, um cowboy que testemunha a queda de uma nave alienígena que tem como finalidade a conquista da Terra. Zeke, então busca ajuda em uma pequena cidade para que os moradores o auxiliem a destruir a ameaça alienígena, que se abrigou em um forte americano, afim de descobrir uma maneira de derrotarem os humanos e também uma forma de consertarem sua nave danificada.

Apesar de a proposta de cowboys contra alienígenas ser bastante interessante, a sua execução acaba por ser falha em diversos pontos: os traços do desenhista Denni Calero são fracos e pouco inventidos, o roteiro de Fred Van Lente e Andrew Foley é incrivelmente clichê e previsível, e os personagens, tanto humanos quanto alienígenas, são muito rasos e não são carismáticos.

Em suma, a leitura de Cowboys & Aliens torna-se chata, enfadonha e em alguns momentos, bastante forçada, o que faz com que uma ótima idéia acabe por ser desperdiçada.
Nota: 2,0


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RESENHA - QUADRINHOS: BATMAN - ANO UM

Batman – Ano Um (título original: Batman – Year One), é uma mini-série em 4 edições na qual acompanhamos o “pontapé inicial” de duas emblemáticas figuras do universo da DC Comics: Batman e o (ainda) Tenente Jim Gordon. Nessa mini-série somos apresentados a ambos os personagens principais, cada um à sua maneira: Jim Gordon, em seu primeiro ano na tão famigerada e desorganizada Gotham City, e Bruce Wayne, regressando de seu retiro de vários anos, logicamente para aperfeiçoar-se e para então, vestir seu manto de Homem-Morcego.

Escrito por Frank Miller, e desenhado por David Mazzuchelli, Batman – Ano Um, como o próprio prefácio que antevê a mini-série, nada mais é do que uma “refinação”, e não um recomeço para o justiceiro de Gotham, e percebemos o quanto, tanto Batman quanto Jim Gordon são parecidos em seus ideais, mas com diferentes pontos de vista e meios para que seja feita a Justiça nas ruas de uma cidade dominada por mafiosos, traficantes, prostitutas e policiais corruptos, estando ambos fadados a confiarem futuramente um no outro.

Somos apresentados também a futuros personagens que permearão outros arcos de Batman, como Selina Kyle, Harvey Dent e Romano Falcone que, apesar de não serem tão bem desenvolvidos, também tem sua importância para que a narrativa se desenrole. Uma das coisas que também chama a atenção são os desenhos de Mazzuchelli, que estão diretamente interligados com os traços dos quadrinhos antigos do Batman, de seus primeiros volumes, o que não só é uma homenagem direta aos desenhistas que primeiramente o desenharam, como também um atrativo charmoso e muito bem pensado, visto que é uma “origem” do personagem. Outra figura merecedora de crédito é a colorista Richmond Lewis, que trouxe cores minimalistas, criando tons quase em preto e branco, e nos ambientando em uma Gotham City suja, fria, doente e soturna (atentem aos tons de amarelo, marrom, verde e cinza, que permeiam toda a história).

Em suma, Batman – Ano Um não é uma mini-série que irá mudar sua vida, mas que serve sim, para complementar não só o universo do Homem-Morcego, como também para nos mostrar um lado mais falho do ser humano, seja ele um herói ou não (o meu volume favorito foi o terceiro).
Nota: 10









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RESENHA - QUADRINHOS: APENAS UM PEREGRINO

Apenas Um Peregrino (título original: Just A Pilgrim) é uma mini-série em 5 edições (estando todas aqui disponíveis em volume único) escrita por Garth Ennis e desenhada por Carlos Ezquerra, que conta a história de um mundo devastado pela radiação solar, no qual os poucos sobreviventes que restaram, ou juntaram-se em pequenos grupos em busca de um lugar para um recomeço, ou tornaram-se sedentos canibais em busca de novas presas para o jantar. E no meio desse cenário/futuro pós-apocalíptico, encontramos o Peregrino, uma espécie de andarilho, que possui uma cicatriz em formato de cruz em sua face esquerda, que faz citações de versículos da Bíblia Sagrada, quando o momento mostrasse oportuno.

Assim que a narrativa têm início, nos deparamos com um grupo de pessoas sendo caçadas por um grupo denominado “Saltadores”, que trabalham para um homem chamado Castenado, uma espécie de capitão pirata extremamente frio e calculista, além de fisicamente bizarro. O Peregrino então, entra em ação e liquida uma dúzia de Saltadores, fazendo com que os restantes debandem de volta ao seu quartel-general, um velho navio de guerra encalhado no meio do deserto, infestado de criaturas mutantes subterrâneas, resultado da radiação solar.
O Peregrino, então, acaba por se tornar o guia desses sobreviventes, a fim de ajudá-los a trazer um pouco de humanidade à suas desesperadas vidas em meio a uma deturpada existência.

Apesar de Apenas Um Peregrino não trazer nenhum elemento novo ao gênero/estilo de narrativa de “mundo pós-apocalíptico”, sendo inclusive o personagem principal, uma mescla dos personagens principais dos filmes Mad Max (interpretado por Mel Gibson) e O Livro de Eli (interpretado por Denzel Washington), sendo também os cenários e as circunstâncias bastante similares (deserto, seca, falta de comida, luta pela sobrevivência, etc.), e também suas roupas nos remetendo a Van Helsing (interpretado por Hugh Jackman), a HQ corresponde bem às expectativas, sendo seu ponto alto a “origem” do Peregrino, pois até a metade da história nada sabemos a respeito do personagem e, quando a descobrimos, sentimos simpatia e pena do mesmo, ao mesmo tempo em que não podemos deixar fora de questão a idéia de que os fins justificam os meios.

Apenas Um Peregrino é uma HQ agressiva, violenta, questionadora, “suja”, muito bem escrita, desenhada, narrada e desenvolvida de uma forma muito bem estruturada; embora mais uma vez, use de alguns artifícios um tanto quanto batidos, funciona perfeitamente, e o clímax da história foge do lugar comum e, portanto, é leitura obrigatória.
Nota: 9,0


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RESENHA - QUADRINHOS: BATMAN: CACOFONIA

Batman – Cacofonia, (título original: Batman – Cacophony) é uma mini-série em 3 edições na qual somos apresentados a um novo elemento no universo do Batman: um assassino chamado Onomatopéia, que simplesmente não se comunica e muito menos temos sequer uma noção de suas reais intenções durante toda a narrativa: tudo o que sabemos dele é que ele faz os sons das suas armas, quando são utilizadas: “Bum”, quando dispara uma arma, “Swisss”, quando corta alguém, e assim por diante, além de vitimar seus alvos sempre com um tiro na cabeça. Uma coisa interessante que ocorre é a dinâmica entre os três personagens principais do arco: Batman, Coringa e Onomatopéia. Como nunca sabemos suas reais intenções, Batman pensa que o assassino, nada mais é do que um vigilante, que está fazendo justiça com suas próprias mãos, enquanto o Coringa acha que o assassino é um sujeito tão lunático quanto ele, e que se preocupa apenas em criar o caos, em troca de alguns trocados, ou simplesmente um pouco de anarquia. Talvez ambos estejam certos; ou talvez muito errados.

Outra coisa interessante que podemos observar no decorrer da história, é o modo como o Batman torna-se obcecado por tentar entender o porquê de Onomatopéia realizar suas ações em Gotham, e se ele poderá ser considerado um futuro aliado, ou um caçador de recompenças, ou ainda mais um vilão em sua já grande galeria de psicopatas problemáticos e, por conseqüência uma nova pedra em seu sapato já gasto e desconfortável.

Escrita por Kevin Smith, Batman – Cacofonia traz uma dose de adrenalina bastante interessante e dinâmica, sendo até bem objetiva em sua narrativa, mas sem nunca abandonar determinadas características próprias do universo do Batman, como o Asilo Arkham, os mafiosos e, até mesmo o Bat-Sinal no topo de um prédio, local esse aonde o clímax se desenrola, e que é de tirar o fôlego, nos deixando de queixo caído.

Batman – Cacofonia é uma mini-série divertida, dinâmica e muito bem executada, e portanto, vale uma conferida.
Nota: 7,0






Batman - Cacofonia 03

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RESENHA - QUADRINHOS: LIGA DA JUSTIÇA VS OS VINGADORES

Liga da Justiça Vs Os Vingadores (título original – Justice League Vs The Avengers) é uma mini-série em 4 edições que une, respectivamente, os mundos dos heróis da DC Comics e da Marvel Comics, em uma batalha pela vida de ambos os universos. Um ser chamado Krona, vindo dos confins do universo, atrás da resposta para a existência de tudo ameaça destruir tudo, até que da destruição suprema, surja a resposta que ele tanto almeja. Para impedir que isso aconteça, o Grão-Mestre, um ancião universal que contém enorme poder e conhecimento, cria uma disputa com Krona para decidir qual dos mundos deverá ser destruído, o mundo dos Vingadores, ou o mundo da Liga da Justiça.

É interessante notar as diferenças entre ambos os universos, e o modo como cada grupo de super-heróis enxerga o mundo de seus opostos; enquanto Super-Homem percebe o mundo dos Vingadores como um mundo desorganizado e com heróis irresponsáveis e perigosos, o Capitão América percebe o mundo da Liga da Justiça como fascista e com líderes que se perfazem como deuses. Começa então, uma disputa por itens de extremo poder de ambos os mundos, visto que a Liga da Justiça precisa ir até o mundo dos Vingadores, e vice-versa, aonde os heróis são meros peões em um jogo de xadrez maior do que todos podem imaginar.

Liga da Justiça Vs Os Vingadores traz uma premissa já vista anteriormente no universo da DC Comics, em uma mini-série de 12 edições, chamada Crise Nas Infinitas Terras, na qual o chamado “multiverso” se torna vítima de uma criatura vinda de uma série de destruições de universos a fim de obter conhecimento supremo; contudo, isso em nada afeta a história, que traz conceitos e perspectivas diferentes para ambos os universos: o mundo dos Vingadores, por exemplo, é um mundo menos avançado tecnológicamente, e levemente “menor”, enquanto que o universo da Liga da Justiça é superiormente mais avançado e “maior”.

Outro ponto interessante a ressaltar é que, quando um herói de um universo adentra no universo do outro, a sua capacidade pode, ora aumentar, ora piorar, a fim de que as disputas pelos tais poderosos itens torne-se equivalente; e isso é bastante perceptível quando ocorre um embate entre Mercúrio, do universo dos Vingadores, e o Flash, do universo da Liga da Justiça. Mas no geral, o que importa são as épicas batalhas que ocorrem entre os heróis e, logicamente, o empolgante e desenfreado clímax que precede o final da saga, o que torna a leitura altamente recomendável.

Liga da Justiça Vs Os Vingadores não é uma leitura que irá mudar sua vida; contudo, ela coloca os personagens mais poderosos de ambos os universos lutando incessantemente pelo bem-maior; o destino de sua terra.
Nota: 10








Liga da Justiça Vs Os Vingadores - 04

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RESENHA - QUADRINHOS: DESIGNOS DIVINOS

Designos Divinos (título original: Act of God) é uma mini-série em 3 edições que tem como finalidade explorar o universo de super-heróis da DC Comics durante uma crise, na qual uma estranha luz negra envolve todo o planeta e inexplicavelmente faz com que todos os heróis que são dotados de super-poderes deixem de possuí-los, e isso acaba por estremecer os alicerces de um mundo que, de certa forma, era outrora comandado por meta-humanos. O interessante da mini-série é de justamente testemunhar o comportamente de heróis, outrora imbatíveis, mudar da água para o vinho, quando estes se vêem impotentes e à mercê de vilões que não foram afetados pela luz negra, visto que sempre tiveram a tecnologia como suas principais armas, algo no mínimo inusitado.

Outro fato interessante é notar que os heróis que nunca tiveram super-poderes agora têm o dobro de responsabilidade para com seu dever de servir e proteger a humanidade, deixando-os ainda mais vulneráveis para futuros confrontos, como, por exemplo, o Aço, o Gladiador Dourado e o Besouro Azul. Acabamos por nos aprofundar também na psique de heróis icônicos, como o Super-Homem, que não consegue impedir o rompimento de uma barragem, e acaba por testemunhar a destruição de uma cidade inteira, o que o torna um ser recluso e deprimido; outros heróis, como o Lanterna-Verde e o Flash também passam por modificações comportamentais, como a obsessão de dar o troco em um vilão que o humilhou, e a vida de um policial ser perdida porque ele não foi rápido o suficiente para impedir tal ação.

Alguns heróis se tornam mais humildes; outros questionam suas posturas no passado; outros simplesmente deixam o passado para trás e seguem suas vidas como qualquer ser humano normal e outros se vêem perguntando qual o real propósito disso tudo, e se Deus está os punindo por algo que fizeram ou deixaram de fazer.

Um ponto negativo é o fato de a mini-série ser curta demais, além de algumas “decisões grupais”, tanto do lado dos heróis quanto do lado dos vilões, terem me incomodado um pouco, sem conflitos internos e com todos concordando com o que é posto em pauta, o que é um tanto forçado, se pensarmos bem, mas isso não influencia tão agressivamente a ponto de querermos largar a leitura de lado.

Designos Divinos nos traz uma proposta diferente e interessante, na qual despe seus heróis e traz à tona seus reais sentimentos perante o propósito de suas existências e também sobre a real força que um super-herói precisa ter, além de sua real função e importância perante um mundo dominado por forças malignas, que a cada dia tornam-se mais poderosas e mortais, e os heróis nada podem fazer, por estarem “aleijados”, a não ser lamentar por não terem a capacidade de agir sem seus poderes, que há muito lhes serviram como “muletas”.
Nota: 8,0


Designos Divinos 01


Designos Divinos 02


Designos Divinos 03

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RESENHA - QUADRINHOS: ASILO DO CORINGA

Asilo do Coringa (título original: Joker’s Asylum) é uma mini-série criada pela DC Comics, na qual o Coringa, um dos vilões mais icônicos da editora, E também o maior arquiinimigo do Batman (outro também icônico personagem da DC Comics) narra pequenos contos nos quais os personagens principais dos mesmos são, na verdade, os inimigos do Homem-Morcego.

Em cada um dos volumes, vemos a perspectiva do Coringa com relação ao comportamento e às motivações de cada um desses vilões, tornando-os mais humanos e, de certa forma, mais próximos de nós, leitores. Ao fim de cada edição, vemo-nos perguntando para si próprios a seguintes indagações: “Se eu estivesse no lugar dele, eu agiria de forma diferente?”; “Será que eles tiveram escolha?”; “Será que eles são tão diferentes assim daquele que luta contra eles?”; “Será que eles são tão diferentes assim de mim ou de você?”; “Se tivéssemos o poder para mudar as coisas, faríamos diferente do que eles estão fazendo?”

Sempre vemos os vilões como vilões, mas nunca nos perguntamos sobre as motivações dos mesmos para serem o que são, e acredito que a meta dessa mini-série seja justamente essa: A desmistificação do monstro e a aproximação do mesmo de nós.

As curiosidades ficam a cargo de duas coisas: Uma delas seria o próprio Coringa, se perfazendo como o “Coveiro”, da antiga série tanto quadrinística quanto televisiva do apresentador de “Contos da Cripta”, e a outra seria a parte técnica da revista, ou seja, a equipe por trás de cada edição nunca é a mesma, mudando desde o roteirista, até o arte-finalista, o que acaba casando muito bem com a proposta de cada um dos volumes (a meu ver, os desenhos que ficaram aquém do que poderiam ser, foram os dos volumes do Espantalho e do Chapeleiro Louco, perdendo assim, um ponto do produto final).
Outro ponto negativo (mais uma vez, na minha opinião), fica a cargo da própria leitura, que é muito curta; você mal começa a ler e o volume já se findou, deixando um gostinho de “quero ver mais disso daí”.

Enfim, considero assim, o Asilo do Coringa, uma jogada genial da DC Comics em trazer um pouco mais sobre seus principais vilões, aprofundando-os e, ouso dizer, dando uma “origem” para cada um; visto a quantidade de origens de super-heróis que têm por aí, Asilo do Coringa é no mínimo um projeto audacioso e, no mínimo interessante.

Ah, e, segundo meus cálculos, ainda faltam edições sobre Ra’s Al Ghul, Mulher-Gato, Bane, Dr. Freeze e o Ventríloquo. Fiquem então, ligados, pois em um futuro próximo, talvez tenhamos uma identificação maior com o universo dos vilões de Gotham City.
Nota: 8,0.


01 – Coringa


02 – Pinguim




04 – Espantalho


05 – Duas-Caras


06 – Charada


07 – Crocodilo


08 – Arlequina




10 – Cara de Barro

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RESENHA: MONSTROS VS ALIENÍGENAS

Monstros Vs Alienígenas é uma animação de ficção científica, dirigida por Conrad Vernon (Shrek 2) e Rob Letterman (O Espanta Tubarões), que conta a história de Susan Murphy (Reese Witherspoon) uma mulher que é atingida por um meteoro no dia de seu casamento com o repórter do tempo da cidade, Derek Dietl (Paul Rudd). Susan acaba por absorver uma substância contida no meteoro chamada quantonium, o
que a faz ficar com 15 metros de altura. Logo após essa transformação, os militares a levam para uma base ultra-secreta do governo, liderada pelo General W.R. Monger (Kiefer Sutherland), base na qual ela conhece um grupo de monstros que são mantidos presos no local durante muito tempo: B.O.B. (Seth Rogen) uma bolha gelatinosa descerebrada, Dr. Cockroach (Hugh Laurie), um cientista louco que por causa de uma experiência que deu errado se tornou um homem-barata, Link, o Elo Perdido (Will Arnett), uma espécie de híbrido entre um peixe e um símio. Juntos, eles terão que lutar contra uma invasão alienígena comandada por Gallaxhar (Rainn Wilson), que não só almeja dominar o universo, como também extrair o quantonium de Susan, para que ele possa dar funcionamento à sua arma destruidora de mundos.
Monstros Vs Alienígenas é uma animação divertidíssima, com um belo ritmo, cenas de ação e diálogos engraçados, com referências a alguns filmes de terror envolvendo monstros e um elenco de dubladores invejável, com quase todos tendo um "background" em comédia, ou seja, tudo na medida certa. Destaque para a bela trilha sonora e aos carismáticos personagens monstros que também são os heróis do filme, mostrando que o preconceito deve ser deixado de lado, pois o mais importante é o que as pessoas são por dentro, e não por fora, mesmo que você seja um homem-barata.
Nota: 7,0  
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RESENHA: PRESSÁGIO

Presságio é uma ficção científica que conta a história de uma cápsula do tempo que foi enterrada em 1959 e desenterrada 50 anos depois.
Dentro dessa cápsula do tempo há uma mensagem de Lucinda Embry, uma menina que ouvia vozes quando jovem. Essa mensagem acaba por parar nas mãos de Caleb, e nessa mensagem há apenas números. O pai de Caleb, Jonathan Koestler (Nicolas Cage), um professor viúvo de astrofísica do MIT, encontra uma sequência numérica e nota uma referência a data e ao número de pessoas mortas no atentado de 11 de setembro de 2001.
Depois disso, ele começa a notar informações similares de grandes catástrofes na história nessa sequência numérica na folha que seu filho recebeu, e logo em seguida ele sai em busca de informações a respeito de Lucinda Embry, afim de desvendar como ela conseguiu chegar àquela sequência numérica e o que os números significam, e se eles servirão para que novas catástrofes sejam previstas e impedidas de acontecerem, ou mesmo desvendar o que acontecerá quando os números acabarem.
Dirigido por Alex Proyas (Eu, Robô), Presságio traz uma premissa muito boa, mas que acaba por seguir pelos clichés mais óbvios de uma ficção científica, e alguns elementos que surgiram antes na narrativa, no final do filme acabam por perder seu sentido e importância ao final do filme.
Contudo, é um bom filme, que nos envolve com seus mistérios investigativos e um tom de suspense que permeia a trama do início ao fim, e o clímax da película acaba por ser interessante e reflexivo ao mesmo tempo, de uma certa forma, até bíblico.
Destaque para as sequências aonde mostram alguns acidentes, à bela trilha sonora e ao ritmo do filme, embora cadênciado em alguns momentos, mas que em nada impede o censo de imediatismo de algumas ações das personagens.
Nota: 6,0
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RESENHA: CISNE NEGRO


Cisne Negro é suspense psicológico que conta a história de Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina que almeja o papel principal na próxima obra teatral de sua companhia de balé, que será O Lago dos Cisnes, sendo que para tal, ela precisará atuar tanto como o Cisne Branco, que representa a inocência, quanto como o Cisne Negro, o gêmeo do mal, que representa a sensualidade, sendo o segundo muito mais exigente e demandando muito mais fisicamente do que o primeiro, e para isso ela terá de convencer seu diretor teatral Thomas Leroy (Vincent Cassel) de que ela é perfeita para desempanhar ambos os papéis, porém surge uma nova concorrente para tais papéis, Lily (Mila Kunis), uma bailarina que é o oposto de Nina em todos os sentidos, principalmente por Lily ser mais extrovertida e despojada, ela poderia interpretar ambos os papéis, mas Nina está disposta a dar o melhor de si para que Lily não tome o seu lugar.
Dirigido por Darren Aronofsky (O Lutador), Cisne Negro têm como objetivo explorar a obsessão do ser humano pela perfeição e pelo controle, usando a figura de Nina para tal propósito, uma menina frígida que sofre de alucinações visuais e sintomas psicóticos, além de paranóia, e que irá agravar-se com o desenrolar da história, tornando tudo mais claustrofóbico e até mesmo sobrenatural.
Destaque para Natalie Portman como Nina em um dos melhores papéis de sua carreira, no qual podemos perceber o quanto fisicamente ela se doou para tal e, logicamente para a direção de Aronofsky que, com sua direção única, consegue nos colocar dentro da história sem soar forçado em momento algum e nos faz questionar se o que estamos vendo está mesmo acontecendo ou é tudo um sonho, pesadelo, ou ilusão.
Nota: 10
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RESENHA: ILHA DO MEDO

A Ilha Do Medo é uma adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome, escrito por Dennis Lehane e conta a história de Edward "Teddy" Daniels (Leonardo DiCaprio), um agente federal que é enviado a
ilha Shutter na qual funciona o Hospital Ashecliffe para criminosos insanos, junto de seu novo parceiro,
Chuck Aule (Mark Ruffalo), afim de desvendar o desaparecimento de Rachel Solando, uma paciente que desapareceu dentro de um quarto fechado e sem deixar vestígios. Teddy então, é recebido em Ashecliffe por um psiquiatra, o Dr. John Cawley (Ben Kingsley), que conta a ele que Rachel foi internada após ter afogado seus 3 filhos, e cabe à Teddy e a seu novo parceiro a missão de desvendarem os mistérios da ilha.
Dirigido por Martin Scorcese (Taxi Driver), A Ilha Do Medo é um thriller psicológico ambientando nos anos 50 e que possui elementos que nos remetem diretamente a Cabo do Medo (remake também dirigido por Scorcese), como a fotografia e o clima denso, estilo "noir" que envolvem tanto os personagens quanto o espectador, além de um estilo narrativo bastante cadenciado, envolto em suspense, mistério e conspiração, tornando tudo muito interessante.
Destaque para Leonardo DiCaprio, que dá vida a um personagem complexo e atormentado pelos fantasmas do passado, sendo eles uma jovem menina e sua esposa (Michelle Williams) que, segundo ele, morreu em um incêndio, sendo o responsável pelo mesmo um homem chamado Andrew Laeddis, que ele acaba por descobrir ser também um paciente na ilha.
Nota: 8,0 
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RESENHA: RIO

RIO é uma animação dirigida por Carlos Saldanha (A Era Do Gelo 2) e que conta a história de Blu
(Jesse Eisenberg), uma arara azul que é levada ainda pequena, por traficantes de animais para Minnesota (EUA), se perdendo por lá e sendo encontrada por Linda (Leslie Mann). Tendo sido domesticado por Linda, Blu nunca aprendeu a voar. Anos depois Blu é encontrado por Túlio (Rodrigo Santoro), um ornitólogo brasileiro que tenta convencer Linda a levar Blu de volta ao Brasil, pois Blu é o último macho de sua espécie. Chegando ao Brasil, Blu encontra Jade (Anne Hathaway), aquela com que ele deverá procriar, caso contrário a espécie entrará em extinção. Porém nem tudo é tão fácil assim: Jade planeja escapar de volta para a selva e Blu quer voltar para casa, mas o que eles não esperavam é que ambos seriam sequestrados por traficantes brasileiros que planejam vender o casal por um alto preço no mercado negro. E agora Blu e
Jade precisam se unir para que ambos saiam dessa enrascada.
RIO é a segunda animação dirigida por Carlos Saldanha e mostra uma clara evolução em sua direção, contudo ele não fugiu dos esteriótipos que permeiam o imaginário dos estrangeiros, como por exemplo o comportamento do povo brasileiro durante o Carnaval, época em que a história se passa, além de trazer alguns personagens que em nada acrescentaram à história, como o grupo de micos que assalta os turistas que vêm à cidade.
Por fim, RIO, esteticamente falando, é um belíssimo filme, excelentemente bem fotografado e com alguns números musicais (por que não?) muito bem encaixados na narrativa, nunca soando forçados ou deslocados.
Destaque também para a bela trilha sonora do longa, que caiu como uma luva para cada cena.
Nota: 8,0
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RESENHA: FÚRIA SOBRE RODAS

Fúria Sobre Rodas conta a história de John Milton (Nicolas Cage), um homem que fugiu do Inferno para resgatar sua neta que, na próxima lua cheia, será sacrificada por um culto satânico comandado por Jonah King (Billy Burke) responsável pelo assassinato de sua filha, mas para isso contará com a ajuda de Piper
(Amber Heard), uma menina que acabou de pedir demissão de seu emprego de garçonete. Juntos, Milton
e Piper enfrentarão não só um culto satânico, como também O Contador (William Fichtner), uma espécie de emissário do Diabo que foi enviado à Terra para levar Milton de volta para o Inferno.
Dirigido por Patrick Lussier (Dracula 2000), que nos traz um roteiro bastante cliché, porém extremamente divertido, repleto de sangue, tiroteios, violência, perseguições de carros e diálogos repletos de frases prontas, Fúria Sobre Rodas é um filme de ação estilo "road movie" altamente trash e que não pretende ser mais do que é, principalmente pela fotografia, que nos remete diretamente aos "filmes de vingança" dos anos 70 e 80, o que traz uma certa nostalgia, principalmente também pela excelente trilha sonora deveras empolgante, cheia de guitarras pesadas "a lá Heavy Metal".
Destaque para Amber Heard que, com sua personagem acaba por fugir do cliché dos filmes de ação,
mostrando-se bastante ativa, e a William Fichtner com alguns tiques nervosos e cenas impagáveis de humor.
Nota: 8,0
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RESENHA: SUCKER PUNCH - MUNDO SURREAL

Sucker Punch - Mundo Surreal é um thiller de ação e fantasia, e também primeiro filme autoral, em "live action", de Zack Snyder (Watchmen - O Filme), que conta a história de Babydoll (Emily Browning), uma menina de 16 anos que é internada em estado de choque em uma instituição mental por seu padrasto, e que é comandada pelo "carcereiro" Blue Jones (Oscar Isaac) e pela Doutora Vera Gorski (Carla Gugino). Logo após sua internação, ela acaba por descobrir que dentro de 5 dias sofrerá uma lobotomia e, para impedir que isso aconteça, ela precisará encontrar 5 itens para arquitetar sua fuga de tal instituição: um mapa, fogo, uma faca, uma chave e um mistério; porém, para isso Babydoll contará com a ajuda de outras 4 meninas que estão presas com ela: Amber (Jamie Chung), Blondie (Vanessa Hudgens), Rocket (Jena Malone) e sua irmã mais velha, Sweet Pea (Abbie Cornish). Sucker Punch - Mundo Surreal acaba por nos transportar em uma viagem através da imaginação da personagem Babydoll, que serve como uma metáfora para todas as dificuldades que ela terá em escapar da instituição, sendo que em sua imaginação os inimigos "reais" são representados por samurais gigantes, zumbis nazistas, dragões e até mesmo robôs assassinos.
Sucker Punch - Mundo Surreal lembra em muitos momentos Alice No País das Maravilhas, visto a vasta imaginação da personagem principal e até mesmo as referências feitas pela trilha sonora, como por exemplo Jefferson Airplane, com sua famosa White Rabbit, que fala justamente sobre o País das Maravilhas, trilha essa excelentemente bem explorada ao longo da película. A meu ver, o filme sofre de 3 problemas: falta de explicações, falta de diálogos e falta de roteiro. As cenas passadas no imaginário de Babydoll possuem uma fotografia excelente, que são um verdadeiro desbunde, porém não tão bem exploradas como deveriam; o elenco de apoio é razoável, ficando de fato como grandes destaques da película as irmãs Rocket e Sweet Pea, mas também pouco exploradas. Como um todo Sucker Punch - Mundo Surreal nos deixa com um ponto de interrogação na cabeça e um gostinho de "quero mais", só que com menos cenas em "slow motion", da próxima vez.
Nota: 7,0
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Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles é um filme de guerra/ficção cientítica que conta a história de uma invasão alienígena que têm início em 11 de agosto de 2011 em vários pontos do mundo, sendo que acompanharemos o tempo todo um pelotão de fuzileiros americanos que têm como missão adentrar em uma área hostil para resgatarem civis que estão presos em uma delegacia de polícia. Dirigido por Jonathan Liebesman (O Massacre da Serra Elétrica: O início), Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles nos apresenta um quadro diferenciado com relação ao gênero "alienígenas invadem a Terra" visto que o foco principal são as ações dos fuzileiros durante a guerra, tendo Aaron Eckhart como o fuzileiro "quase-aposentado" Sargento Nantz, que se vê obrigado a comandar um novo grupo de soldados após uma manobra de guerra mal-sucedida anos atrás.
O filme traz várias cenas de ação muito bem dirigidas, e uma ótima fotografia. Os pontos negativos do filme ficam por conta de seu início, que nos apresenta ao grupo de fuzileiros que estará em evidência durante o filme inteiro, afim de que possamos simpatizar com eles e, de certa forma, torcer para que todos saiam sãos e salvo.
Outro ponto negativo do filme são os diálogos risíveis, impróprios e sem sentido, como quando o Sargento Nantz pergunta para a soldado Santos (Michelle Rodriguez) se ela sabe usar uma metralhadora. Mais um ponto negativo fica a cargo dos alienígenas, feitos todos em computação gráfica, nota-se algumas falhas em como esse trabalho foi feito e pensado, lembrando em muito o design de Distrito 9; e o último ponto negativo fica a cargo dos monólogos patrióticos e da trilha sonora que sempre surgem de uma maneira forçada e cansativa.
Por fim, Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles poderia ter sido pensado de uma maneira mais interessante e menos maniqueísta, e com um orçamento um pouco melhor para trabalharem os aparatos extra-terrestres.
Nota: 7,0
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