ALIENAÇÃO

Talvez estejamos presenciando o nível máximo, o ápice da alienação. Eu, pelo menos, tenho percebido isso. Sempre fui muito observador e, portanto, tenho percebido tudo ao meu redor. Parece ser um Marxismo exacerbado ao extremo. As pessoas parecem não ponderar à respeito do que lhes é apresentado, seja isso o que for: músicas, filmes, comerciais na TV e até mesmo a moral e a ética estão sendo distorcidas e remodeladas para caberem dentro desse nosso “rótulo social”. Tudo, eu disse, TUDO é aceito de bom-grado, e o raciocínio humano parece estar se perdendo cada vez mais, por não haver reflexão. Recuso-me a tal ato! Dá pra escrever uma tese de mestrado sobre isso, facilmente.
Até as atividades sociais estão ditando as regras do jogo, onde as pessoas escolhem sempre os mesmos “programas de índio” de sempre. Fora com o padrão, cacete!
Frios e burros. É o que estamos nos tornando. FRIOS E BURROS! E tudo o que eu mencionei acima (TV, filmes e etc.), são elementos essenciais para tal ato tenebroso. Mas eles não são os culpados. NÓS é que somos. Se você compra uma pasta de dentes só por ter visto um ator no comercial, e essa pasta acaba por prejudicar seus dentes, a culpa será sua, pois você a comprou e ninguém te obrigou a isso. OK, novo exemplo: Se uma pessoa te apresenta uma música ruim e ele te diz que a música é bom e você concorda com ele só por ele ter dito que é boa, o que é você? Além de burro, não tem vontade própria, o que é horrível, pois você acaba por perder o senso das coisas, e uma das coisas essenciais do ser humano é a individualidade. Creio que era à isso que a banda DEVO se referia: a “desevolução” do ser humano (DEVOlution), quando um ser evolui até um certo ponto que, a partir desse ponto, ele começa a “desevoluir”.
Outro dia, voltando para casa depois de um dia cansativo no trabalho, deparo-me com uma figura soltando pipa. Estaria tudo “OK” se fosse um pirralho de uns 8, 10 anos de idade, mas não. Era um cara barbudo, aparentando ter uns 30 e tantos anos, até mesmo 40.
Honestamente, senti raiva desse cara. “Por que esse filho da puta está soltando pipa? Ele deveria estar trabalhando, produzindo para a sociedade. E por que diabos ele está tão feliz? Será que ele tem noção do que se passa no mundo?” Senti vontade de ir até lá e dar uma porrada na cara dele e mandar ele à merda. Mas, ao mesmo tempo, pensei sobre o que é alienação. E a alienação nada mais é do que a felicidade dos ignorantes. Talvez se eu também fosse alienado, eu seria mais feliz. Talvez.
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PORQUE EU ODEIO FUTEBOL

Sim, meus prezados colegas, é exatamente isso que vocês leram acima. E sim, eu sou brasileiro (infelizmente). Eu ODEIO futebol. ODEIO!
“Mas por que esse rancor todo, jovem?”, vocês devem estar se perguntando. Bem, continuem lendo que vocês entenderão.
Em primeiro lugar: os jogadores. Não os jogadores em si (tá certo, voltarei neles mais tarde), mas os uniformes deles. Me desculpem, mas ficar durante quase duas horas assistindo um bando de marmanjos ficarem correndo atrás de uma bola, e ainda por cima, de shortinhos, realmente é algo intragável. Não dá. NÃO DÁ!
E mesmo no futebol feminino essa visão melhora, até porque a mulherada que entra em campo é bem masculinizada. Ouso dizer que muitas me deixam em dúvida quanto ao gênero (algumas parecem travestis sim, nem venha querer me convencer do contrário!). Nota: Se tiver estômago fraco, pare de ler aqui, pois desse ponto em diante, vai ser só pedrada!
Outra coisa que me deixa “enojado” são as tão conhecidas “marcações”, onde um jogador fica “patolando” o outro: aperta a bunda, meta a mão no peito, pega na coxa do outro e até coisa pior! (localidades essas que pretendo deixar de lado [chutar para escanteio?], para não perder a compostura). Ou seja, é praticamente uma orgia pornográfica gay, mas que passa às 16hs de todo domingo. É dia do Senhor, tenham um mínimo de decência, pelo amor de Deus! (Deus está morto, segundo o filósofo existencialista, Kant) E novamente o futebol feminino não foge à regra, visto que fica uma estranha sensação no ar, de excitação, entre o nojo e o tesão.
Segundo motivo (terceiro, se contar com as “patoladas”? Ah, que se dane!): os torcedores. Convenhamos que o torcedor, por ser torcedor, já ta errado antes mesmo de abrir a boca, seja sobre o que for. TÁ ERRADO, E PONTO FINAL!
O torcedor, em 95% dos casos, é uma pessoa doente por si só, e sua relação para com quem ele torce é uma relação de amor e ódio. Se o time ganha, comemora com fogos de artifício. Se perde, quer logo soltar uns tiros pra cima do “time do coração”, quando não quer partir para a agressão física, pois para o torcedor não basta xingar a mãe do jogador, que não tem culpa do filho ser um filho da puta (ou será que tem? Hum... algo a se pensar...); ou seja, é praticamente um casamento não correspondido, onde um espera que o outro faça na mesma medida, senão mais. Quer coisa pior do que isso? Ah, mas tem mais, MUITO MAIS!
Novo motivo: o por trás dos bastidores. O que acontece fora do campo e a gente não vê, ou vê mas não acredita, não lembra ou ignora. Mas o que diabos é isso, afinal? Estou falando do contra-cheque. Não o contra-cheque em si, mas o que ele proporciona ao jogador. Pense bem e pare para analisar. O cara faz em um único dia (menos até, na verdade, horas ou minutos de trabalho!), coisa que muita gente faz durante a semana, e de graça! Só que os jogadores “profissionais” o fazem pior do que o “jogador de fim de semana”, sem um mínimo de tesão e sem o “amor à camisa” que já há tempos está esquecido, morto e enterrado num terreno baldio qualquer, e o que acontece? O filho da puta ganha milhões para isso. MILHÕES! Quantias que são quase impossíveis de conseguir gastar em uma vida! E o que eles fazem com esses milhões, pouquíssimo suados e merecidos? Compram carros importados caríssimos que nem se pode usufruir aqui no Brasil, visto a quantidade de vagabundos invejosos que podem danificar o carro alheio só olhando para ele, mansões gigantescas e barcos que mais parecem porta-aviões. E não esqueçamos de outro fator mais do que crucial: eles eram pobres. Sim pobres, sem ter o que calçar ou o que comer. Onde diabos foi parar a humildade desses jogadores? ONDE?!
Paremos um segundo para levarmos em consideração e fazermos um paralelo: Muitos dos músicos mais famosos são, por conseqüência, ricos, milionários. Sim, ele também tem seus “luxos”, mas ele também ajudam uma porrada de gente. Exemplos: Elton John com sua Elton John Aids Foundation, que auxilia em pesquisas para a cura da Aids, e Jimmy Page, que tem uma ONG aqui no RJ, somente para citar alguns.
“Ah porra, o dinheiro é do cara, ele faz o que quiser com ele!”
Tudo bem, concordo que ele pode fazer o que quiser com o dinheiro. Só não venha esfrega-lo na porra da minha cara, ostentando um dinheiro que, como eu já disse anteriormente, não foi suado, e que eu e você ajudamos a botar no bolso dele, indo aos jogos e comprando camisetas, bandeiras, bonés, fraldas e o escambau. Eu nem tanto, porque não compro nada, mas porra, deu pra entender.
Outro ponto: a imagem que o jogador passa. A meu ver, é a mais pura personificação da ignorância e da alienação que já calçou um par de chuteiras. A imagem que passam é:
“Olhe! Eu era pobre e agora sou rico! Você também pode ser rico e sem precisar exercitar o cérebro! Eu nunca li um livro na vida e muito menos sei tabuada, mas olhe quanto dinheiro eu tenho, e olhe quantas vadias eu já comi! Tudo isso porque eu sou um jogador de futebol! Se eu consigo, você também consegue!”
Vou lhes dizer uma coisa: caráter não se compra; se constrói. Se você pensa que vai conseguir subir na vida sem estudos, você está muito enganado. A imagem de um jogador de futebol, dentro da nossa sociedade, é a de um herói, um semi-deus, principalmente para a população pobre. “Como eu sou burro, podre e fudido, ou eu viro jogador de futebol, ou eu viro traficante!”
Já ouvi essa frase em salas de aula. Acreditam nisso? Pois sim, é possível ouvir esse tipo de asneiras, e chega a doer, quando me lembro disso.
Os jogadores não só insultam a minha inteligência como pessoa, como também distorcem a realidade dos jovens pobres de nosso país. Como pode uma coisa dessas? Jogadores de futebol são tudo e mais um pouco do que há de pior no mundo: criaturas que tem a chance de contribuírem para a sociedade, mas que não o fazem, seja por egoísmo, burrice, ou o que for.
Eu sinto vergonha de fazer parte de uma sociedade tão obcecada por futebol. VERGONHA!
Futebol, Carnaval e cerveja são os maiores males de nosso país.
A ignorância é, de fato, uma benção, principalmente aqui, no Brasil.
Ouso mudar um jargão popular para finalizar esse texto:
O pior cego não é aquele que não quer ver; o pior cego é aquele que vê, mas prefere ignorar.
Vergonha. VERGONHA!
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FRUSTRAÇÃO

Sinto-me frustrado. Tão somente isso. Não sei por que, não consigo explicar. Sinto-me cansado, desmotivado, tenho vários pensamentos por segundo, mas todos desordenados e não consigo escrever tudo o que penso. Talvez esse seja o motivo. Cada ação é um fardo e mesmo uma vitória eu conseguiria desfrutar. Não hoje. Nem amanhã. Tudo é chato e desinteressante. As pessoas, suas existências, se tornaram medíocres aos meus olhos. Começo a sentir aversão ao tentar me entrosar, “fazer parte do time”. Todo dia parece ser o mesmo. Toda pessoas que encontro não difere da anterior, tanto fisicamente, quanto em seu conteúdo. Sinto medo. E raiva também. Às vezes tenho vontade de dar um soco na cara de alguém. E isso inclui mulheres. Principalmente mulheres. Parecem só ter três coisas na cabeça: novelas, fofocas e homens. E isso quando não resmungam das coisas mais medíocres possíveis. E isso me irrita muito. Pessoas superficiais se tornaram as mulheres. Não suporto a superficialidade. Isso me cansa. E me frustra. Gosto de conversar. Gosto mesmo. Mas isso também tornou-se um fardo. Conversar. Abrir a boca. Interagir. SACO!
Sinto sono. Sinto-me pra baixo. De fato, eu mal me sinto. Há uns 12 anos, talvez mais, criei esse mecanismo de defesa. Eu não me exponho mais. Não digo o que eu penso ou o que eu sinto. Não mais. Só pela Internet, talvez. Quando as pessoas descobrem o verdadeiro “eu” do outro, o exploram e o castigam, o punem por ser o que é, e o condenam por este não ser o que deveria ser. E isso é terrível. É “animalístico” em muitos níveis. Gostaria de ver a reação das pessoas quando lêem o que eu escrevo. Deve ser interessante. Mas não muito. Pelo menos, não o suficiente para acabarem com a frustração. E o tédio. Ultimamente me entedio com facilidade. Rotina. Odeio. Mas não consigo me livrar dela. Tudo é um saco. Tudo é uma chateação. Sinto a vontade de desaparecer para onde ninguém me conheça. Ou talvez para onde ninguém exista.
E isso me frustra. Porque eu não consigo fugir de mim mesmo. Não ainda.
Já pararam para pensar quanto tempo conseguiriam passar sem tocarem outro ser humano? Já pararam para pensar o que isso acarretaria: a ausência do tato?
Estou prestes a descobrir.
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O QUE É LIBERDADE?

Estive, recentemente, refletindo sobre o conceito de liberdade, ou sobre o que deveria ser liberdade, numa situação real. Mas o que é conceito? Do meu ponto de vista, conceito é tudo aquilo que define algo ou alguma coisa (adjetivo?), ou um agrupamento de coisas que são usadas para definir uma. Se estou certo ou não, descobrirei mais tarde. Que ideias, então, permeiam a liberdade (ou o seu conceito)? Me disseram outro dia (última quarta-feira) que eu sou livre para fazer o que eu quiser, e que eu sou aquilo que eu quiser ser. Na hora, não me pareceu apropriado “rebater” (há palavra melhor?) o argumento (momento oportuno, porém com a pessoa errada. Vá entender [...!]) e, portanto, acabei “arquivando na minha mente. Na falta do que pensar e do que escrever, pensei sobre isso.
NÃO EXISTE, na minha opinião, uma liberdade propriamente dita. Ponto.(...!)
Não somos libertos para ter liberdade. E não estou falando nem de classes sociais, até porque, hoje em dia, o “jogo” se inverteu: hoje, os pobres estão “livres” e os ricos se enfurnam em condomínios fechados (que são verdadeiras prisões, diga-se de passagem), isolando-se do resto e, pagando uma nota preta para isso (mais ‘pano pra manga’? Talvez num outro dia). A tal da liberdade, que várias pessoas e instituições “pregam” que existe, é uma grande mentira.
Talvez por existir a palavra “responsabilidade”, a liberdade tenha perdido sua força (AINDA ‘mais pano pra manga’? Aguardem!).
Uma outra coisa que me deixa puto é a tal da “liberdade de escolha” (êta expressãozinha mais clichê da porra...); ora, a liberdade deveria de fato, ser isenta de escolha! Pois mesmo as escolhas são limitadas e você tem que se contentar com aquelas que estão listadas. Agora, se me dão licença, terei de encerrar por aqui, pois já bateu o meu horário de almoço. Que bela liberdade!


(Logo após lavar a louça, voltei e escrevi isso)
P.S: Abro tantos parênteses que acabo fugindo do assunto.
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O POR QUÊ DE ESCREVER (Parte 3)

Lembrei hoje pela manhã (sozinho, com meus pensamentos, como de costume) de uma apresentação de uma comediante chamada Ellen Degeneres, e nessa apresentação ela usou um termo que agora não me recordo, mas era relacionado ao ato de mudar de assunto rapidamente, ou atropelar um assunto, entrando em outro, e me identifiquei muito com isso, pois de vez em quando eu faço isso (preciso caçar o termo no dicionário [só lembro que começa com “p”]) e é bem legal, pois você acaba fazendo um “tour” pelos mais diversos assuntos e isso acaba tornando a conversa muito mais dinâmica, ou até mesmo sem pé nem cabeça. Isso também me lembra muito um termo usado nas empresas, o chamado “brainstorm”, ou, como prefiro chamar, a “chuva de idéias” (logicamente, uma tradução não feita ao pé da letra), pois nunca gostei de termos estrangeiros sendo usados em frases corriqueiras, como por exemplo, “ele não teve o ‘feeling’ para a coisa”. Porra, usem o termo em português, cacete! Parece fala de empresário metido a inteligente! Enfim, muitas vezes acabo fazendo o meu próprio momento de “chuva de idéias”, onde tento colocar elementos distintos num mesmo plano ou patamar, e o legal disso é que você acaba exercitando sua mente, e tornando-a mais criativa e até mesmo mais rápida. E isso é algo facilmente visível em programas de televisão ou apresentações humorísticas. Há, hoje em dia, apresentações humorísticas totalmente espontâneas, onde não há roteiro algum e os comediantes/ humoristas/ participantes, criam tudo na base do improviso, ali, na hora, sem ensaios (ou pelo menos é o que parece, afinal, nós, como platéia, não sabemos o que se passa nos bastidores, antes de a apresentar começar, o que também não considero TÃO interessante saber, até porque a “mágica” se perde – shows, principalmente onde rola música, sempre rola uma passagem de som; não é só chegar e tocar, como muitos pensam), e é justamente isso que é interessante de presenciar, principalmente se colocarem uma escada-rolante próxima aos banheiros.
Quando pensei neste texto, imaginei escrever outras coisas que acabaram se perdendo ao
longo do dia. Mas é o que eu sempre digo: “é o que é”.

P.S: Acabei de caçar o termo que mencionei acima, e é “procrastinar”.

Procrastinar: deixar para fazer algo mais tarde.
É o famoso empurrar com a barriga, ou seja, deixar pra amanhã o que você não está afim de
fazer hoje.

Portanto, ignorem tudo o que eu escrevi acima.
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O POR QUÊ DE ESCREVER (Parte 2)

Como muitos já devem ter percebido, infelizmente não consegui inaugurar meu blog em 16/10, conforme o planejado. No entanto, isso é o que menos importa. O que importa de fato é manter-se fiel às suas metas, aos seus objetivos. O resto é irrelevante. Neste exato momento, terminei de almoçar e já comecei a escrever, sem bem saber o quê ou para quê isso irá me servir futuramente. Talvez seja uma espécie de terapia auto-analítica imposta por mim para mim, ou simplesmente a vontade de se expressar na ausência de uma proposta melhor ou pelo menos, mais interessante. Estava com uma idéia para uma música ontem, mas acabei esquecendo de anotar, por pura preguiça. Coisas que acontecem comigo. Pensei em outra coisa; uma espécie de diálogo, que pretendo enviar para a revista Reader’s Digest (Seleções, aqui no Brasil), onde um cara (no caso, eu) entra em um ônibus e uma pessoa o reconhece:

- Oi, eu me lembro de você. Você faz faculdade de Letras comigo, né?
- Sim.
- Quer que eu segure sua mochila?
- Opa, claro. Obrigado.
- E o que aconceteu, que eu nunca mais te vi por lá?
- Ah, é que eu me formei no último dia 18, 8 dias depois do meu aniversário.
- É? E quando que é seu aniversário?
(Depois de um breve momento de silêncio, ele diz)
- Acho que agora entendi porque você escolheu Letras ao invés de Matemática.
- O quê?
- Nada não. Ah, vagou um assento ali. Obrigado.

Bizarrices de nosso (Status) QUOtidiano. Coisas que precisam ser registradas.
Agora cá estou eu, há poucos minutos de fazer uma ligação que poderá salvar meu dia: em busca de mais espaço no computador!

Frase do dia: “Menina, cuida dessas espinhas na cara! Parece até que você fez a barba com uma foice enferrujada!”
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O POR QUÊ DE ESCREVER (TEXTO INAUGURAL)

Pois bem, na falta do que fazer e com um tédio total, cá estou eu, deitado em minha cama, escrevendo algumas linhas, coisa que há meses não faço... Não sei explicar o porquê, apenas aconteceu de eu simplesmente ter me desligado de mim mesmo, ou do mundo. Hoje é dia... que dia é hoje mesmo? Olhei no calendário em cima do DVD e é dia 16 de outubro. Em minha companhia, estão o 6o disco de estudo do UFO (Lights Out) e uma bala Halls preto que já deve ter completado uns 2 meses dentro da mochila (caçando uma caneta preta na bolsa da frente [só tenho azuis, acabei achando a bala, a última do pacote, já toda amassada e grudenta, curiosamente ainda inteira {carrego tanta porcaria dentro da mochila...}, a porra do braço direito já começando a doer... Talvez por isso eu tenha parado de escrever {vou mandar um Dorflex pra dentro, daqui a pouco.... R$ 3,70 uma cartela com 10 comprimidos na Farmais, perto do trabalho}]); ta rolando nesse momento a faixa 3 do Lights Out, que não lembro o título (depois eu vejo). Passei pelo 5o disco da banda; só passei umas faixas e depois vou voltar nele – o 6o ficou marcado na minha cabeça, não sei porque. Quando comecei a escrever, lá na primeira linha, tava rolando a faixa 1 (Too Hot To Handle) e agora ta no refrão da faixa-título (na verdade, eu tava afim de ouvir o novo do Scorpions pela... Deixa eu contar agora: ouvi 2x no Carnaval, e depois... No mês passado... Talvez pela sétima ou oitava vez. Disco muito bom, recomendo a todos (nas Americanas deve estar custando uns 15 contos, se não me engano). Parei de escrever agora porque me perdi na pontuação – abri tantos parênteses que tive de voltar. Virando a página agora...
Humm... (pensando) Ao meu lado, a edição da revista Roadie Crew – edição 129, com a contra-capa virada para cima – com a capa do disco novo do Immortal, banda essa que nunca ouvi. Mas a capa é maneira. (Coçando a testa e olhando para a capa do disco) Como eu escrevi antes, estou entediado. Não precisei ir trabalhar hoje por causa do feriado de ontem, portanto, enforcamos. Não gosto do meu trabalho. É chato, maçante e trabalho num setor onde só sintonizam numa tal de Rádio Mix todo santo dia, e são sempre as mesmas músicas. É por isso que não ouço rádio; parece que gravam a programação numa porra dum CD com 16, 17 músicas e botam aquela merda pra rodar o dia inteiro. A única coisa boa que tem no meu trabalho é que eu sento no meu canto, não converso com ninguém, e fico ouvindo música no meu mp4 direto. Tirando isso, é um saco. Meus dedos estão doendo de novo. Não só os dedos; o braço direito todo. A hora em que eu comecei a escrever? Não sei, tava passando Vídeo Show e creio que já tava chegando no final, porque no último bloco é o Vídeo Game da Angélica, então calculem aí. Porra, ficar sem computador é uma merda; já estou há 2 semanas com ele parado. Por isso que não estou ouvindo Scorpions: as músicas estão no PC – o idiota aqui ainda não gravou em um DVD. É por isso que meu braço dói: o vício de baixar música. Eu não só baixo as músicas; eu as organizo e as renomeio. Repetição de movimentos. E isso sem contar o mouse de merda que eu tenho aqui em casa. Que se foda, comprei um novo ontem, maior do que o atual. Comprei uma memória bem maior também. Agora ele vai ficar turbinado. (Pensando) Bem, qual de fato foi a minha “real motivação” para escrever este texto? Estou entediado e não tenho nada para fazer, e muito menos com quem conversar. O tempo está fechado e até a programação da TV a cabo está um cu cagando, nada se salva. Ficar sem HBO e Telecine (virando a página), para quem é viciado em filmes, é foda. Daqui há pouco vou assistir Watchmen pela 2a vez (meu vizinho me emprestou; pena que agravação não ficou sincronizada – a voz surge antes do ator falar). Ah sim, tomei a decisão de criar o meu blog e talvez, se tudo der certo, o inauguro ainda hoje, dia 16 de outubro de 2009, e usarei esse “pequeno-longo” desabafo como texto-inaugural.
Bem, pelo que muitos devem ter constatado, eu caguei para o título, o “Por quê de escrever” (pensando) (eu escrevi “do” ao invés “de” – já corrigi). Bem, escrever é bom porque você pode dizer com palavras escritas o que você está pensando, e isso é mais comunicação do que diálogo. No diálogo há uma troca de idéias; já na comunicação, você não liga para a reação do receptor, então é como se fosse um anúncio ou propaganda, e o que eu pretendo fazer com esse blog (pensando no endereço), o “oultrabadernista” é muito mais uma comunicação do que um diálogo: vou vender meu peixe. Vou “propaga-lo”, se preferir. Tive algumas idéias sobre o que eu vou colocar à disposição para quem quiser ler (uma das coisas que já posso ir adiantando é a gravação de um podcast); algumas constatações, reflexões, letras de músicas, poesias, frases de efeito e frases do dia, indicações de leituras, de livros e até mesmo de outros blogs; enfim, vou ver o que estarei com saco para fazer e vou jogando no blog. Talvez eu mude o nome para “obadernista”, no final das contas... Aguardem!
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