RESENHA - QUADRINHOS: BATMAN - FACES

Batman - Faces (título original: Batman Faces) é uma HQ criada pela DC Comics, na qual o inimigo do Homem-Morcego é o Duas-Caras, um dos vilões mais interessantes e que melhor se identifica com a personalidade de Batman; se passando em dois momentos distintos no tempo (a primeira parte é um prólogo, e a segunda, ocorre um salto no tempo de alguns anos), onde Batman "reabre" um caso no qual Duas-Caras esteve envolvido, como o mandante do assassinato de um policial. Contudo, Batman sente que o homem que ele prendeu como o culpado, será condenado à cadeira elétrica injustamente, e para provar a inocência deste homem (Freddie Richards), ele precisará da ajuda de Duas-Caras, que encontra-se preso no Asilo Arkham, pois dentro de 72 horas um homem perderá sua vida.

Escrita por James Owsley e desenhada por Michael Bair, Batman - Faces, apesar de não trazer nada de novo para o universo do Batman, possui um bom ritmo, e uma boa dinâmica entre os personagens e mostrando em poucos momentos a fragilidade em que se encontram tanto o Comissário Gordon (que tem uma rápida participação, contudo bastante interessante), quanto o Batman (e o relacionamento abalado entre os dois, visto que a esposa de Gordon foi morta, além de Jason Todd, o segundo Robin, ter sido morto pelo Coringa) que, após prender o Duas-Caras, questiona-se, imaginando se ele estaria a um passo de distância de seguir pelo mesmo caminho que seu inimigo, antes amigo íntimo e igualmente defensor de Gotham City.

Os pontos negativos ficam pela curta duração da história, pois poderia ser mais estendida, e pelos desenhos de Michael Bair, no qual não temos grandes distinções dos traços de um personagem para outro, ou mesmo as cores quentes utilizadas também não ajudam a sentir a "urgência" que a situação deveria proporcionar, sendo, na minha opinião, mal-acabados; contudo, Batman - Faces é uma história fechada e de fácil assimilação, portanto, vale a pena dar uma conferida, principalmente pelas questões levantadas e que ficam no ar, para que imaginemos o que poderá ocorrer futuramente entre o Batman e o Comissário Gordon.
Nota: 6,0.



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RESENHA - QUADRINHOS: BATMAN - ANO UM

Batman – Ano Um (título original: Batman – Year One), é uma mini-série em 4 edições na qual acompanhamos o “pontapé inicial” de duas emblemáticas figuras do universo da DC Comics: Batman e o (ainda) Tenente Jim Gordon. Nessa mini-série somos apresentados a ambos os personagens principais, cada um à sua maneira: Jim Gordon, em seu primeiro ano na tão famigerada e desorganizada Gotham City, e Bruce Wayne, regressando de seu retiro de vários anos, logicamente para aperfeiçoar-se e para então, vestir seu manto de Homem-Morcego.

Escrito por Frank Miller, e desenhado por David Mazzuchelli, Batman – Ano Um, como o próprio prefácio que antevê a mini-série, nada mais é do que uma “refinação”, e não um recomeço para o justiceiro de Gotham, e percebemos o quanto, tanto Batman quanto Jim Gordon são parecidos em seus ideais, mas com diferentes pontos de vista e meios para que seja feita a Justiça nas ruas de uma cidade dominada por mafiosos, traficantes, prostitutas e policiais corruptos, estando ambos fadados a confiarem futuramente um no outro.

Somos apresentados também a futuros personagens que permearão outros arcos de Batman, como Selina Kyle, Harvey Dent e Romano Falcone que, apesar de não serem tão bem desenvolvidos, também tem sua importância para que a narrativa se desenrole. Uma das coisas que também chama a atenção são os desenhos de Mazzuchelli, que estão diretamente interligados com os traços dos quadrinhos antigos do Batman, de seus primeiros volumes, o que não só é uma homenagem direta aos desenhistas que primeiramente o desenharam, como também um atrativo charmoso e muito bem pensado, visto que é uma “origem” do personagem. Outra figura merecedora de crédito é a colorista Richmond Lewis, que trouxe cores minimalistas, criando tons quase em preto e branco, e nos ambientando em uma Gotham City suja, fria, doente e soturna (atentem aos tons de amarelo, marrom, verde e cinza, que permeiam toda a história).

Em suma, Batman – Ano Um não é uma mini-série que irá mudar sua vida, mas que serve sim, para complementar não só o universo do Homem-Morcego, como também para nos mostrar um lado mais falho do ser humano, seja ele um herói ou não (o meu volume favorito foi o terceiro).
Nota: 10









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RESENHA - QUADRINHOS: BATMAN: CACOFONIA

Batman – Cacofonia, (título original: Batman – Cacophony) é uma mini-série em 3 edições na qual somos apresentados a um novo elemento no universo do Batman: um assassino chamado Onomatopéia, que simplesmente não se comunica e muito menos temos sequer uma noção de suas reais intenções durante toda a narrativa: tudo o que sabemos dele é que ele faz os sons das suas armas, quando são utilizadas: “Bum”, quando dispara uma arma, “Swisss”, quando corta alguém, e assim por diante, além de vitimar seus alvos sempre com um tiro na cabeça. Uma coisa interessante que ocorre é a dinâmica entre os três personagens principais do arco: Batman, Coringa e Onomatopéia. Como nunca sabemos suas reais intenções, Batman pensa que o assassino, nada mais é do que um vigilante, que está fazendo justiça com suas próprias mãos, enquanto o Coringa acha que o assassino é um sujeito tão lunático quanto ele, e que se preocupa apenas em criar o caos, em troca de alguns trocados, ou simplesmente um pouco de anarquia. Talvez ambos estejam certos; ou talvez muito errados.

Outra coisa interessante que podemos observar no decorrer da história, é o modo como o Batman torna-se obcecado por tentar entender o porquê de Onomatopéia realizar suas ações em Gotham, e se ele poderá ser considerado um futuro aliado, ou um caçador de recompenças, ou ainda mais um vilão em sua já grande galeria de psicopatas problemáticos e, por conseqüência uma nova pedra em seu sapato já gasto e desconfortável.

Escrita por Kevin Smith, Batman – Cacofonia traz uma dose de adrenalina bastante interessante e dinâmica, sendo até bem objetiva em sua narrativa, mas sem nunca abandonar determinadas características próprias do universo do Batman, como o Asilo Arkham, os mafiosos e, até mesmo o Bat-Sinal no topo de um prédio, local esse aonde o clímax se desenrola, e que é de tirar o fôlego, nos deixando de queixo caído.

Batman – Cacofonia é uma mini-série divertida, dinâmica e muito bem executada, e portanto, vale uma conferida.
Nota: 7,0






Batman - Cacofonia 03

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